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MÃE!

Por: Jaime Folle

 

Tu lembras a cólica do primeiro mês?

Você ficou quase louca. Por mim.

Tu lembras a cólica do terceiro mês?

Um pouco mais experiente. Mesmo assim, você não dormiu a noite inteira. Por mim.

Tu lembras o meu primeiro dia em casa?  Após aquele parto sofrido de mais de 12 horas no hospital? Mesmo assim você sorria, orgulhosa. Por mim.

Tu lembras aquela febre que eu tive aos dois aninhos que você acordou o pediatra às quatro horas da madrugada? Por mim.

Tu lembras aquela colherada de sopa em seu vestido novo, justamente na noite que você e o papai iriam a um baile pela primeira vez depois que eu nasci e você teve que usar o vestido antigo?  Por mim.

Tu lembras aquele tombo de bicicleta que quase parou seu coração de susto?  Por mim.

Tu lembras quando eu saí à primeira vez na noite sozinho e você veio me espiar uma hora depois para ver com quem eu andava? Tudo por mim.

Há! Essa eu ia esquecendo!

Tu lembras quando, por surpresa, você me pegou namorando pela primeira vez? Que susto, mãe! Tudo por mim.

Tu lembras a vergonha que eu sentia de ti na festa dos meus quinze anos quando eu estava com meus amigos e você me repreendeu? Festa que você havia preparado com tanto carinho. Por mim.

Assim escreveu em versos na iluminação do espírito santo o grande Pe. Zezinho.

Hoje virei gente grande. Acabei virando alguém.

E apesar dos meus defeitos e tudo o que eu te aprontei.

Você soube esperar. Você sabia que eu iria me encontrar.

O seu coração não tinha pressa.

Agora que eu me achei de novo com minha mãe.

Quero dar-lhe um beijo agradecido, mas feliz.

Desculpa mãe! Pela demora deste beijo.

Às vezes leva-se uma vida para entender e descobrir.

O que é ter uma MÃE.

 

Até a próxima.