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ALGO NÃO VAI BEM

Por: Jaime Folle

 Algo não vai bem!

Ao longo da minha experiência de vida tenho percebido fortes mudanças, não só no comportamento, mas nas estruturas físicas e emocionais dos nossos jovens e adultos.

Venho percebendo uma geração onde o exercício físico foi deixado de lado e, a grande maioria, ao abrir os olhos para o mundo vê um monitor de computador. Os campos de futebol e quadras esportivas cederam espaço para salas de internet e para a automação dos controles remotos, afastando-os de viver melhor em sua inteligência emocional, pois existem muitos jovens e adultos que ainda não se conhecem direito e, precocemente, estão com peso acima do normal e corpos modificados, apresentando fortes sinais de colesterol e aumento dos índices de diabetes, doenças pouco comuns no passado para pessoas desta idade.

O forte apelo da mídia e da robótica com programas virtuais de alta atratividade está tornando o ser humano um frango de aviário, sem chance de olhar para seu interior e pensar um pouco se vale apena o mundo que aí está. Um mundo externo que nos obriga a fazer do material uma satisfação inócua, começando pelas roupas, carros, casas, computadores, celulares, e terminando na própria alimentação, com salgadinhos coloridos e aromatizados em mil sabores.

Este desenvolvimento precoce tem levado os adolescentes a iniciarem-se na prática sexual muito cedo, jovens grávidas com 13 anos e rapazes contando vantagens de ter transado aos 12.

Por outro lado, vejo pais super-protetores, que não querem liberar os filhos para experimentar as dificuldades do mundo, pensando em amamentá-los o resto de suas vidas, assim como esteiras que alimentam seus pintos nos aviários quase que deitados, sem esforço e sem visão de futuro.

Onde vai estourar tudo isso?

Nas escolas! As escolas não conseguem mais ensinar. Muitos alunos que se formam no curso superior escrevem mal, pois os desleixos da nova linguagem da internet chamada de “Internetês” estão mudando o curso da língua portuguesa num tal de aki, ctg, pq, acim, ñ, pra sima, capato, sem falar na matemática e outras disciplinas, que, se tiver que botar o aluno para pensar, o mesmo reclama e até sai da sala de aula. Cabeças para pensar álgebra, filosofia, iiiiixxxx…

Parece que os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem, pois estamos todos no mesmo barco sem rumo. E o pior é que amanhã estes mesmos “alunos” estarão colocando bisturis em nossas barrigas, construindo prédios e administrando municípios, estados e até mesmo, nosso país.

Muitos já devem ter percebido e sentido esta angústia na própria pele e talvez, por falta de oportunidade, não tenham externalizado, porém é evidente que o mundo está mudando, e com isso, as coisas também mudam, mas alguma coisa não vai bem.

Até a próxima!