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PRISIONEIROS DO MUNDO

Por: Jaime Folle

Nas tantas viagens que faço todos os meses em vários lugares com nossos Cursos e Palestras, mantenho contato com pessoas de raças, origens e culturas diferentes. Em uma delas, tive uma grande lição através de um tema que proferi sobre a civilização moderna quando, ao término da Palestra, um senhor de mais ou menos setenta anos me procurou e disse: “somos verdadeiros prisioneiros do mundo”.

Disse ele que apenas 10% da nossa vida está relacionado com o que realmente é bom e importante para a vida, Deus e outros seres humanos; os outros 90% relacionam-se ao apego das coisas materiais e mundanas. Ouvindo atentamente este senhor, percebi com certeza, que aqueles poucos 10% do bem estar ainda são conturbados pela influência externa de meios de comunicação, que nos aprisionam em um mundo que não é nosso. “Somos prisioneiros de um mundo onde queremos comprar uma liberdade que não tem preço, e onde quem a vende nunca é digno dela”.

Este é um mundo onde morremos trabalhando para sustentar uma vaidade exigida por um sistema que faz com que acumulamos para morrermos agarrados aos acúmulos materiais ou endividados para acompanhar as vaidades do status mundano, pensando que isto é o melhor da vida.

Por que somos levados a conquistar coisas que, no real, não nos satisfazem plenamente, por não preencherem nosso vazio existencial. Cito aqui o pensamento de Sócrates: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”.

Se cada um parasse para refletir, perceberia que dos 90% do seu tempo sem, praticamente, canalizar este esforço no foco do bem viver, e o pior é que sempre acordamos cansados para a realidade quando o tempo já está adiantado, daí resta uma maratona de viagens para clínicas médicas, pois, para cada peça do nosso corpo, danificada pelo mau uso durante a vida inteira, existe um especialista de plantão, onde, na emergência, arrumamos tempo para consertar o que não fomos capaz de cuidar quando devíamos ter dado tempo para isso.

Os momentos felizes da vida, que a tornam maravilhosa, transformam-se em uma competição de espaço, de vaidade e futilidades materiais, esquecendo-nos que temos alma e sentimento, pois ainda somos humanos. Mas infelizmente vivemos amarrados a uma coleira eletrônica prisioneiros no mundo do próprio eu.

Até a próxima!